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Viciado em… The Incredible Hulk Julho 2, 2008

Posted by António Vaz in CINEMA, Reviews (Cinema), Uncategorized.
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Bem, nem por isso… Mas este será o título base sempre que forem publicadas reviews (de séries ou filmes) aqui no blog: “Viciado em…”. Hoje, é a vez de Bruce Banner e do seu amigo verde.

Confesso: os meus conhecimentos sobre a mitologia do Hulk eram pouquíssimos (para não dizer nulos). Sabia que o Bruce Banner se transformava em Hulk se se irritasse, sabia a razão que originou essa mutação (as radiações gama), sabia que ele era perseguido pelo exército, especialmente por um general que é o pai da sua mais-que-tudo. Estes eram os meus únicos conhecimentos sobre a personagem, fruto da visualização de uma série de animação qualquer nos meus idos tempos de criança. Nem o filme do Ang Lee vi sequer, indo, portanto, descobrir algo completamente novo para mim. E se querem saber a verdade, gostei do que descobri.

O filme começa no Brasil, numa qualquer favela do Rio de Janeiro. É lá que encontramos Bruce Banner (Edward Norton) a tentar esconder-se do exército americano e tentar encontrar uma cura para a sua doença, graças à relação cibernáutica que mantém com Mr. Blue (Tim Blake Nelson). Nos tempos livres, trabalha numa fábrica de guaraná. E foi um pequeno acidente nessa fábrica que fez com que o General Ross (William Hurt) descobrisse onde está o homem por quem a sua filha, Betty (Liv Tyler) está apaixonada. É a partir desta premissa que o filme se desenvolve, de uma forma bastante sólida e interessante.

É claro que não estamos perante o filme do ano. Mas como blockbuster, como filme de Verão, funciona na perfeição. Tem cenas de acção muito bem conseguidas, graças aos efeitos especiais também eles bem utilizados, e tem boas doses de comédia: ingredientes de qualquer película para esta época. Porém, no meio de toda a parafernália de tiros e explosões, existem também espaço para se desenvolveram as personagens de um ponto de vista psicológico, bem como as suas próprias histórias. Assim, o argumento de Zack Penn acaba também ele por ser muito bem doseado, conseguindo distribuir tempo de antena por todos os focos de interesse e desenvolver os fantasmas de Bruce, a obsessão do General e de Blonsky (Tim Roth) e, claro, a relação que une Banner a Betty.

E para assegurar a alma do convento, temos também um elenco consistente que consegue agarrar a história e a nossa atenção. Edward Norton consegue dar corpo a um fragilizado homem com uma grande responsabilidade; Liv Tyler desempenha na perfeição o papel de interesse amoroso; Tim Roth e William Hurt também conseguem estar à altura do que lhes é pedido. Só a realização de Louis Leterrier é que parece precisar de alguns retoques, mas, ainda assim, não mancha o percurso do filme.

No final, o balanço é positivo, apresentando mais um bem-sucedido filme de super-heróis, cuja sequela pode estar a caminho. E eu cá fico à espera.

NOTA: 6.5/10

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